Conheça

Em 16 de novembro de 1977, nascia um menino o qual, seus pais o registraram como Charles. Após seu nascimento, teve muitos problemas de saúde, mas com o decorrer de seu desenvolvimento tornou-se uma criança miúda, porém inteligente, esperta e muito travessa, dentre suas travessuras, toda família lembra suas artes como: esconder chaves, chaveiros, soltar bombinhas e até rojões dentro de casa e em cima dos tapetes. Eta! Moleque travesso, mas com um enorme coração!

Sua paixão era jogar bola.

Mas… No dia 16 de novembro de 1987, ao chegar da escola Matteo Bei, foi imediatamente para a casa de sua avó Docinda, e pediu para que ela fizesse uma torta de banana para comemorar seu décimo aniversário, pois seu pai já tinha comprado às bebidas. Sua avó muito bondosa começou os preparativos.
Logo em seguida pegou o telefone e ligou muito contente para sua madrinha Genny, convidando-a para festinha, insistindo a sua presença e a de seu padrinho Daniel.

Durante muitos minutos ficou sentado na poltrona da casa de sua avó, assistindo a Xuxa, mas logo foi fazer o que mais gostava: Jogar bola.
Em frente a casa de sua avó jogava bola todos os dias, justamente no dia de seu aniversário, um vizinho cismou de encrencar, dizendo que se a bola caísse mais uma vez em seu quintal, ele a esvaziaria, pois não é que esvaziou!
Charles muito irritado dirigiu-se ao bazar de seu pai, pedindo-lhe dinheiro para encher a bola. Seu pai lhe deu e fez inúmeras recomendações para que ele não atravessasse a Imigrantes.

E lá foi o Charles e seu amigo na borracharia, porém, infelizmente o rapaz não tinha o bico para encher, então, Charles resolveu desobedecer a seu pai e ao atravessar a Rodovia Imigrantes, foi colhido por um automóvel em alta velocidade, foi socorrido por terceiros e hospitalizado, mas só resistiu por poucas horas.

Todos ficamos chocados, pois estávamos nos preparando para sua festinha à noite e não para velar seu corpo, que por sinal estava irreconhecível. Mas como é Deus quem reserva o destino de cada um, temos que nos conformar.

Depois dessa tragédia que ficou marcada em minha memória, passei a imaginar: – Quando crescer, se algum dia conseguir montar um colégio, hei de homenageá-lo, dando o nome à escola de “Meu Primo Charles”.

Com a ajuda de Deus e meus familiares, consegui e faço questão de deixar aqui registrado esta singela homenagem aquele primo querido.

”Aonde quer que eu esteja sempre estarás em minha memória”. Que Deus ilumine sua alma, fazendo você descansar em paz.

“Saudades, sentimos de ti”.
Família Vaz de Lima